A Embriaguez do Mundo
Caro Francisco, hoje vi duas embriaguezes mundanas.
A primeira, de uma moça que se perdeu momentaneamente em sua dor. Caminhou e distraiu-se com o presente e o futuro. Desconexa, momentaneamente, de si.
A segunda, de um moço que gritava em frente à tua casa: "Cadê a caridade? Passei o dia todo a estacionar os carros e nenhuma moeda ganhei!".
Francisco, este moço tinha uma embriaguez visível. Bem vestido! Contudo, foi julgado por como seria usada a moeda.
As moedas desse mundo são sofridas. Nós sabemos da labuta e do suor para obtê-las. Contudo, não podemos ser "o Pai" e bater o martelo sem saber.
Logo em seguida, as duas vidas encontram-se caminhando de volta ao lar. O moço diz: "És a moça que me ajudou — olha a quantidade de carros! Ela retorna a pé para casa".
Ah, Francisco, se essa moça tivesse a capa de invisibilidade, a colocaria. Ela não deu para ser vista. Contudo, pôde compreender o que é o dia de hoje significa.
Te Amo, Francisco!
Esequiele
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